segunda-feira, 28 de março de 2011

Obturador
O obturador é um dispositivo mecânico que abre e fecha, controlando o tempo de exposição do filme (ou do sensor das câmeras digitais) à luz em uma câmera fotográfica. É uma espécie de cortina que protege a câmera da luz, e quando accionado o disparador, ele se abre. Quanto mais tempo aberto, mais luz entra. Ele fica embutido no interior do corpo da câmara após o diafragma. .O tempo de abertura do Obturador deve ser adequado ao ISO do filme/ou selecção da câmara digital utilizado. Sua nomenclatura é B, que em sua numeração corresponde ao "nulo" ou "zero", onde o tempo de abertura do obturador é igual ao tempo em que seu dispositivo estiver sendo accionado. As velocidades do obturador são subdivididas em baixa (de 1 até 30), média (de 60 até 250) e alta (de 500 até 8.000)A relação entre obturador e Sensibilidade ISO é a seguinte:Filmes de alto ISO, necessitam de menos luz, logo maior é a velocidade do obturador. Filmes de baixo ISO, necessitam de mais luz, logo menor é a velocidade do obturador.
Diafragma
O diafragma fotográfico é o dispositivo que regula a abertura de um sistema óptico.
É composto por um conjunto de finas lâminas justapostas que se localiza dentro da objectiva, e que permitem a Regularem da intensidade de luz/iluminada que ira sair na material foto-sensível.
O valor do diafragma se dá através de números, conhecidos como números f ou f-stop, e seguem um padrão numérico universal. Sendo que, quanto menor for o número f, maior a quantidade que luz que ele permite passar e, quanto maior o número f, menor a quantidade de luz que passará pelo diafragma.Cada número maior, ou seja, mais fechado, representa a metade da luz que a abertura anterior permite passar, assim como a cada número menor, ou seja, mais aberto, permite a entrada do dobro de luz.

Objectiva
A objectiva é uma das partes mais importantes da maquina fotográfica. É um dispositivo óptico composto por um conjunto de lentes utilizado no processo de focalização ou ajuste do foco da cena a ser fotografada. A objectiva é responsável pela angulação do enquadramento e pela qualidade óptica da imagem.
As objectivas das maquinas fotográficas podem ser divididas em 7 grupos que são caracterizados essencialmente pela distância focal de que são capazes. Esse número pode variar normalmente entre os 35mm e 200mm. A distância focal resulta da medida em milímetros entre o" pano do filme" e o ponto onde a imagem é invertida depois de entrar na câmara escura. Cada grupo refere as características relativamente à sua aplicação; distorção causada na imagem final e dimensão relativa da imagem final.


ExposimetroO exposímetro um fotômetro para uso em fotografia e em cinema que indica o valor de exposição (EV) adequado para uma dada sensibilidade de filme medindo a luz do ambiente que envolve os objectos a fotografar ou a luz reflectida pelos objectos iluminados.No sistema de medição da luz ambiente o exposímetro usa um domo que capta a luz proveniente de todas as direcções e corrige o nível de luz para usar a mesma escala utilizada no sistema de medição de luz reflectida. Já no sistema de medição de luz reflectida, o fotodetector é atingido directamente pela luz, mas pode receber acessórios para medição de luz em ângulo mais aberto que o normal (wide) ou mais fechado (spot).Os exposímetros de melhor qualidade costumam ser sensíveis ao nível de iluminação por luz de estrelas até o nível de iluminação por luz solar zenital. Os fotômetros mais modernos são flash meters, capazes de medir o fluxo luminoso de flashes de luz de alta intensidade e com duração de milésimos de segundo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Câmara escura

Mas o que é câmara escura? E materiais fotossensíveis?
A câmara escura nada mais é que uma caixa preta totalmente vedada da luz com um pequeno orifício ou uma objectiva em um dos seus lados. Apontada para algum objecto, a luz reflectida deste projecta-se para dentro da caixa e a imagem dele se forma na parede oposta à do orifício. Se, na parede oposta, ao invés de uma superfície opaca, for colocada uma translúcida, como um vidro despolido, a imagem formada será visível do lado de fora da câmara, ainda que invertida.
Isso permite a visão de qualquer paisagem ou objecto através do orifício que, dependendo do tamanho e da distância focal, projectava uma imagem maior ou menor.
As referências do uso da câmara escura indicam desde a Grécia Antiga, mas há ainda referências deste conhecimento entre os chineses, árabes, assírios e babilónios.
A câmara escura foi largamente usada durante toda a Renascença e grande parte dos séculos XVII e XVIII para o estudo da perspectiva na pintura, só que já munida de avanços tecnológicos típicos da ciência renascentista, como lentes e espelhos para reverter a imagem.



Fotossensibilidade: os haletos de Prata
A outra ponta que desembocou na fotografia diz respeito aos materiais fotossensíveis. Fotossensibilidade é um fenómeno que quer dizer, “sensibilidade à luz”. Toda a matéria existente é fotossensível, ou seja, toda ela se modifica com a luz, como um tecido que desbota no sol, ou mesmo a tinta de uma parede que vai aos poucos perdendo a cor, mas algumas demoram milhares de anos para se alterarem, enquanto para outras, apenas alguns segundos já lhes são suficientes. Ora, para a reprodução de uma imagem, de nada adiantaria um material de pouca fotossensibilidade, de maneira que todos os cientistas ou curiosos que procuraram de alguma maneira a imagem fotográfica começaram pesquisando sobre o material que já há muito era conhecido e considerado o mais propício para tal: os sais de prata.
A descoberta foi se aprimorando e em 1888, a primeira Kodak, estava no mercado: era de fácil manuseio, portátil e acima de tudo, económica.
As pequenas câmaras que substituíram os antigos caixotes de quase 100 quilos conquistaram o mundo inteiro e se incorporaram à vida cotidiana de centenas de milhões de pessoas. Marcas como a alemã Leica, a Hasselbrad Sueca, a americana Rolley flex e a japonesa Nikon tornaram-se sinónimos de câmaras de qualidade. A tecnologia de hoje faz com que os antigos filmes fotográficos sejam substituídos por disquetes cada vez menores que gravam a imagem captada pela câmara e as reproduzem imediatamente, em uma simples impressão. Seus grandes inventores são japoneses que fazem pela tecnologia da imagem o que os alemães faziam há bem pouco tempo e os franceses fizeram no século passado.
Por isso a cada dia torna-se mais fácil tirar uma fotografia, graças às máquinas totalmente automáticas que poupam o fotógrafo de qualquer conhecimento técnico, basta ler as instruções e pronto.
Só que ainda existe uma coisa que poderá distinguir um bom fotógrafo, mesmo este possuindo uma tecnologia tão avançada. Sua capacidade de enxergar o mundo que o cerca com olhos que não só aprenderam a escrever com a luz, mas que também são capazes de pintar com a própria luz.

Pinhole
Basicamente, uma pinhole é uma câmara escura com um furinho em um dos lados (feito com uma agulha) e com uma folha de papel fotográfico preso no outro. Ao se abrir o furinho a luz penetrará na câmara e fixará a imagem no papel fotográfico por meio de uma reacção química entre a luz e a película existente no papel fotográfico.Em uma máquina convencional e mesmo nas modernas digitais, o papel da lente é focalizar o objecto e dar nitidez à imagem fotografada. O diafragma e a velocidade do disparador controlam a quantidade de luz que entra na máquina. As máquinas automáticas fazem todo esse ajuste.
No caso da pinhole é o furinho que faz esse papel e por isso ele deve ser o menor possível. Isso é importante, pois a quantidade de luz é regulada pelo diâmetro do furinho e pelo tempo que o mesmo permanece aberto ao se fotografar. Como esse diâmetro é constante, o tempo de exposição é enorme em comparação com as máquinas convencionais, variando de 10s segundos a minutos, dependendo da quantidade de luz ambiente no momento da foto.
Um dos primeiros registos da câmara escura pode ser visto no desenho que ilustra a observação que o astrónomo Gemma Frisius fez do eclipse solar de 1544 a partir de um quarto escuro.
No século XVII alguns artistas como o holandês Johannes Vermeer (1632-1675) utilizavam o princípio da câmara escura em seu trabalho para ajustar os cenários da pintura.
A partir dos anos 40, as câmaras pinholes foram utilizadas pela física nuclear para fotografar raios X de alta energia e raios gamas.
Nos últimos 20 anos as pinholes têm sido usadas em naves espaciais para estudar a radiação solar e também para fotografar altas energias em plasmas.
As primeiras fotos pinholes datam dos anos de 1850 e nos anos seguintes já havia um comércio dessas câmaras. Nos dias de hoje esse comércio é profícuo, sendo possível encontrar câmeras pinholes sofisticadas. Em alguns modelos o buraco de agulha é feito com luz laser e seus preços competem com o custo das modernas câmeras.


A utilização da Pinhole
Por ser de fácil construção, a pinhole pode ser utilizada como recurso didáctico em diferentes áreas do conhecimento.Além das infinitas possibilidades de sua utilização no ensino de Artes e História, ela também pode ser utilizada em Ciências, pois facilita a compreensão, por exemplo, do processo de formação da imagem no olho, além de conceitos da ciência envolvidos nos fundamentos da fotografia.
Oficina Interativa Pinhole

A imagem Estenopeica 
A estenopeica é a fotografia realizada com estenopo, é uma câmara simples, é o princípio óptico de formação das imagens, foi aplicado nas câmaras escuras e depois foi utilizado pelos estudiosos da luz e é usado como auxiliar da visão e para facilitar a representação.
A descrisão do processo: A fotografia realizada com o estenopo. O estenopo é um pequeno furo, responsável pela intercepção do trajecto da luz reflectida por um objecto e disto resulta uma imagem invertida.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Percepção cromática

Na retina, mais precisamente na área chamada fóvea central, existem milhões de células fotossensíveis capazes de transformar a luz em impulsos electroquímicos. São os cones e os bastonetes.
Os bastonetes não possuem nenhuma informação cromática, sendo responsáveis apenas pelas informações de intensidade luminosa dos objectos, não distinguindo diferenças finas entre forma e cor. Já os cones são capazes de fornecer imagens mais nítidas e detalhadas, proporcionando as impressões de cor.
Existem três tipos de cones e cada um é responsável pela informação de um matiz diferente: vermelho, verde ou azul. É a interacção dos cones e dos bastonetes que o ser humano é capaz de perceber todo o espectro cromático.O olho sofre uma acomodação toda vez que tenta visualizar uma área de cor diferente, já que cada onda de cor converge para pontos diferentes da retina
Por isso é necessário que o cristalino sofra pequenas alterações, através de pequenos músculos, para focalizar correctamente a imagem do objecto visualizado, ficando mais convexo ao focalizar os tons vermelhos e mais relaxado ao focar os azuis.
Existe, também, um mecanismo fisiológico capaz de equilibrar as cores devido a um forte estímulo visual. Ao interromper o movimento dos olhos, a sensibilidade dos cones é reduzida, criando as chamadas "pós-imagens", onde uma cor é equilibrada com sua complementar. Observe a figura abaixo durante 30 segundos e desloque o olho para a parte branca. Você verá a formação de suas complementares.




O olho como uma maquina fotográfica

O modo como o olho e uma maquina fotográfica ou câmara trabalham é muito parecido, embora o olho seja muito mais adaptável, trabalhando continuamente e sob qualquer luz.
Tanto no olho quanto na câmara, a luz entra pela frente, passando através de uma lente. Em cada caso, a quantidade de luz que alcança a lente é controlada pela íris, que é uma abertura cujo diâmetro pode variar para permitir menor ou maior entrada de luz. Os raios de luz passando através da lente são curvados de tal modo que uma imagem, ou figura, é produzida ou na retina atrás do olho ou no filme no interior da câmara.
Aqui terminam as semelhanças. Na câmara, a imagem é gravada em cristais sensíveis à luz existentes no filme, enquanto que, na retina, a imagem é transformada em minúsculos sinais elétricos que são passados ao cérebro através dos nervos.
Uma outra diferença entre a câmara e o olho é o modo de focalizar. Em uma câmara, a lente e mover-se para trás ou para frente para focalizar a imagem no filme. No olho, a focalização é acompanhada pela mudança de forma da própria lente (cristalino), o que é possível graças à flexibilidade do cristalino (lente) do olho humano.


Teoria de Gestalt

Funda-se na ideia que o todo é mais que os simples soma de suas partes. (o nosso olhar não observa tudo, capta de forma global e não por parte)

Existem 3 grandes princípios:

Campo perceptivo (espaço e tempo)
Estrutura (é a maneira como se organizam as partes de um todo
Forma(é a zona do campo visual que se isola e assim se destaca)
Boa forma ( são as formas mais simples: regulares, geométricas, ex: triângulo ,quadrado e circunferência)
Princípios fundamentais da percepção visual:

Relação forma/fundo: o fundo é que pode chamar de campo visual. É caracterizado pela sua homogeneidade. Passa despercebido e é complementar à forma.

· Tendemos que a considerar como forma as figuras situadas em primeiro plano ou na parte inferior da área. Exemplo: temos tendência a ver montanhas sob um céu preto
Consideramos como forma as áreas a negro se existirem um fundo branco e vice-versa.
A superfície circundada tende a ver vista como forma e a circundante como fundo
As áreas menores tendem a ser vistas como forma
As áreas convexas (alto relevo) tendem a ser lidas como formas e as côncavas (baixo relevo) como fundo




Artes visuais: função e mensagem

Quais são as razoes que levam a criação de mensagens visual? O principal factor de motivação é a resposta a uma necessidade, mas a gama de necessidades humanas abrange uma área enorme. Podem ser imediatamente práticas, tendo a ver com questões tribais da vida quotidiana, ou podem estar voltadas para as necessidades mais elevadas de auto-expressão, de um estado de espírito ou de uma ideia. O amor , é um excelente exemplo. Os dados visuais podem transmitir informação: mensagens especificas ou sentimentos expressivos, tanto intencionalmente, com um objectivo definido, quando obliquamente, como um subproduto da utilidade.


Uma forma visual pode adoptar vários papeis do mesmo tempo. Explique esta afirmação.

Eu concordo com esta afirmação , pois pode desempenhar muitos papeis como por exemplo um pastor que se destina basicamente a anunciar um concerto de plano, pode acabar servindo para decorar a parede de um estúdio, superando, assim, a finalidade comunicativa que motivou a sua criação. Uma pintura abstracta, concebida pelo artista de forma inteiramente subjectiva e como expressão de seus sentimentos, pode ser usada com ilustração de contra-capa de algum folheto editado por uma organização de caridade, com o objectivo de caridade, com o objectivo de levantar fundos para suas actividades. Os objectivos dos meios visuais se misturam, interagem e se transformam com uma complexidade caleidoscópica. Para compreender os meios de comunicação visuais, é preciso que nosso conhecimento sobre eles se fundamente num critério de grande amplitude. As respostas às indagações sobre os motivos que os levam a ser concebidos e produzidos não fluidos, e as perguntas, portanto, também devem sê-lo. Devem interrogar a natureza de cada meio de comunicação sua função ou níveis de função, sua adequação, a clientela a que se destina, e por ultimo, dia história e sua maneira de servir as necessidades sociais.

Tal como na linguagem verbal, a comunicação visual eficiente deve evitar a ambiguidade das pistas visuais e deve expressar as ideias do modo mais simples e directo. De que forma pode isto acontecer?


E através da sofisticação excessiva e da escolha de um figurismo complicado que as dificuldades interculturais podem surgir na comunicação visual

D
efinir isotype e dar exemplos de imagens?
Sistema ISOTYPE (International System of Typographic Picture Education).

Este sistema consiste em desenhos em forma de cartoons, nos quais se representam objectos conhecidos e tem como objectivo serem identificados de imediato devido ao realce das características daquilo que representam.


Identifique todas as formas de arte visual descritas no texto.Todas as formas de arte visual descritas no texto são a Escultura, Arquitectara, Pintura, Ilustração, Design Gráfico, Artesanato, Desenho Industrial, Fotografia, Cinema, Televisão


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dinâmica de contraste

Dinâmica de contraste:
Com o tom, a claridade ou a abscaridade relativas de um campo estabelecem a intensida de contraste.O tamanho ou proporção não é a única coisa a ser levada em conta. A divisão de um campo em partes iguais pode também demosntrar o contraste tonal, uma vez que o campo é dominado pelo peso maior do negro, a proporção da áera coberto pelo tom mais escuro precisaria ser aumentada para conservar

p efeito da dominação e recessividade que dá reforço visual às mensagens conveituais. O tom certamente não costuma ser distribuido no campo de forma assim tão rígida e regular; no entanto, a análise de uma composição visual pode mostrar se há uma divisão dos extremos tonais substancial o suficiente para a espressão do contraste. Tembrandt chegou a extremos no controle de suas composições e, ao utilizar contrastes intensos, claro, escuro, escuro contra claro, obter um dos mais extreordinários resultados visuais de toda a história.


Contraste de cor:
A cor é a parte mais emotiva do processo visual. Pode ser empregada para expressar e reforçar a informação visual. As cores, dependendo de como se organizam, podem fazer um elemento recuar ou avançar. O peso e o volume do objeto pode ser alterado pelo uso da cor, influindo no equilíbrio da composição.


Contraste de forma:
Contraste na forma pode sugerir extravagância ou criar um tom sombrio. Comparemos a suástica de Hitler
com os cartazes da geração “flower power”.
A necessidade que todo o sistema perceptivo do ser humano tem de nivelar, de atingir um equilíbrio absoluto e o fechamento visual é a tendência contra a qual o contraste desencadeia uma ação neutralizante. Através da criação de uma força compositiva antagônica, a dinâmica do contraste poderá ser prontamente demonstrada em cada exemplo de elemento visual básico que dermos.
A função principal da técnica é aguçar, através do efeito dramático, mas ela pode, ao mesmo tempo e com muito êxito, dar maior requinte à atmosfera e às sensações que envolvem uma manifestação visual. O contraste deve intensificar as intenções do designer.


Contraste de escala:
Este tipo de contraste pode ser conseguido de duas maneiras: pela modificação dos tamanhos relativos de duas ou mais imagens na página impressa, ou pela comparação de objetos reais diferentes, dentro de uma mesma composição. A imagem grande parecerá ainda maior quando colocada ao lado de uma pequena imagem. Os elementos ou unidades formais definem-se uns em relação aos outros. Um elemento é grande ou pequeno, claro ou escuro, pesado ou leve, frio ou quente, etc., sempre comparativamente a outro. Essa relação chama-se escala, e é um meio para reproduzir realisticamente, as relações existentes entre os

objetos, sejam elas dimensionais, tonais, térmicas ou outras.


Anatomia da mensagem visual

Os níveis de representação da mensagem visual:

Representação; Simbolismo; Abstracção


Representacional

A nível representacional: A realidade é a experiência visual básica e predominante. A categoria geral total do pássaro é definida em termos visuais elementares. Um pássaro pode ser identificado através de uma forma geral, e de características lineares e detalhadas. Todos os pássaros compartilham referentes visuais comuns dentro dessa categoria mais ampla. Em termos predominantemente representacionais, porém, os pássaros se inserem em classificações individuais, e o conhecimento de detalhes mais sutis de cor, proporção, tamanho, movimento e sinais específicos é necessário para que possamos distinguir uma gaivota de uma cegonha, ou um pombo de um gaio. Existe ainda um outro nível na identificação individual de pássaros. Um determinado tipo de canário pode ter traços individuais específicos que o excluam de toda a categoria dos canários. A ideia geral de um pássaro com características comuns avança até o pássaro específico através de factores de identificação cada vez mais detalhados. Os desenhos de Audubon, por exemplo. A realidade é a experiência visual básica e predominante. A categoria geral total do pássaro é definida em termos visuais elementares. Um pássaro pode ser identificado através de uma forma geral, e de características lineares e detalhadas. Todos os pássaros compartilham referentes visuais comuns dentro dessa categoria mais ampla. Em termos predominantemente representacionais, porém, os pássaros se inserem em classificações individuais, e o conhecimento de detalhes mais sutis de cor, proporção, tamanho, movimento e sinais específicos é necessário para que possamos distinguir uma gaivota de uma cegonha, ou um pombo de um gaio. Existe ainda um outro nível na identificação individual de pássaros. Um determinado tipo de canário pode ter traços individuais específicos que o excluam de toda a categoria dos canários. A ideia geral de um pássaro com características comuns avança até o pássaro específico através de factores de identificação cada vez mais detalhados. Toda essa informação visual é facilmente obtida através dos diversos níveis da experiência directa do ato de ver. Todos nós somos a câmara original; todos podemos armazenar e recordar, para nossa utilização e com grande eficiência visual, toda essa gama de informações visuais. As diferenças entre a câmara e o cérebro humano remetem à fidelidade da observação e à capacidade de reproduzir a informação visual. . A foto se equipara à habilidade do olho e do cérebro, reproduzindo o pássaro real em seu meio ambiente real. Costumamos dizer que se trata de um efeito realista. Através da fotografia, um registo visual e quase incomparavelmente real de um acontecimento na imprensa
diária, semanal ou mensal, a sociedade fica ombro a ombro com a história. Essa capacidade única de registar os fatos atinge seu ponto culminante no cinema, que reproduz a realidade com uma precisão ainda maior, e no milagre eletrônico da televisão, que permitiu ao mundo inteiro acompanhar o primeiro passo dado pelo homem na Lua, simultaneamente ao acontecimento. Uma pintura ou um desenho de forte realismo podem produzir um efeito semelhante, um lipo de forma que não pode prescindir do artista. Os desenhos de Audubon, por exemplo.


Simbólico:

A Nível simbólico: A abstracção voltada para o simbolismo requer uma simplificação radical, ou seja, a redução do detalhe visual a seu mínimo irredutível. Para ser eficaz, um símbolo não deve apenas ser visto e reconhecido; deve também ser lembrado, e mesmo reproduzido, Não pode, por definição, conter grande quantidade de informação pormenorizada. Mesmo assim, pode conservar
algumas das qualidades reais de um pássaro, como se vê na figura, a mesma informação visual básica da forma do pássaro, acrescida apenas de um ramo de oliveira, transformou-se no símbolo facilmente identificável da paz.
Nesse caso, alguma educação por parte do público se faz necessária para que a mensagem seja clara. Porém, quanto mais abstracto for o símbolo, mais intensa deverá ser sua penetração na mente do público para educá-la quanto ao seu significado. Como gesto simbólico da Segunda Guerra Mundial, 6 foi ouirora o signo da vitória tão intensamente desejada sobre os alemães. O gesto era muito usado por Winston Churchill, e dele se apropriaram os ingleses, seguindo seu líder. O gesto não era desconhecido nos Estados Unidos, e era comum vê-lo cm fotos de soldados norte-americanos, que o utilizavam para externar sua esperança de vitória nos navios que transportavam as tropas, no campo de batalha e em leitos de hospitais. gesto tenha sido adoptado, nos Estados Unidos, pelo movimento de oposição à guerra do Vietnã. Para esse movimento, o gesto se transformou num símbolo de paz. Outro símbolo pacifista foi pela primeira vez concebido e utilizado pelo movimento de Desarmamento Nuclear, na Inglaterra. Sua derivação visual foi explicada como a combinação, em uma única figura, dos símbolos semafóricos do N e do D. Enquanto meio de comunicação visual impregnado de informação de significado universal, o símbolo não existe apenas na linguagem. Seu uso é muito mais abrangente. O símbolo deve ser simples e referir-se a um grupo, ideia, actividade comercial, instituição ou partido político. Às vezes é extraído da natureza.



Existem muitos tipos de informação codificada especial usados por engenheiros, arquitectos, construtores e electricistas.
Abstracção:
A abstracção, contudo, não precisa ter nenhuma relação com a criação de símbolos quando os símbolos têm significado apenas porque este lhes é imposto. A redução de tudo aquilo que vemos
aos elementos visuais básicos também é um processo de abstracção, que, na verdade, é muito mais importante para o entendimento e a estruturação das mensagens visuais. Quanto mais representacional for a informação visual, mais específica será sua referência; quanto mais abstracta, mais geral e abrangente. Em termos visuais, a abstracção é uma simplificação que busca um significado mais intenso e condensado. Como já foi aqui demonstrado, a percepção humana elimina os detalhes superficiais, numa reacção à necessidade de estabelecer o equilíbrio e outras racionalizações visuais. Sua importância para o significado, porém, não termina aqui. Nas questões visuais, a abstracção pode existir não apenas na pureza de uma manifestação visual reduzida à mínima. Informação representacional, mas também como abstracção pura e desvinculada de qualquer relação com dados visuais conhecidos, sejam eles ambientais ou vivenciais. Em outra abordagem, numa devoção quase purista à informação visual representacional, fez eco à qualidade divina do homem, no realismo ligeiramente exagerado seu estilo clássico.As grandes liberdades que tomou com a realidade resultaram, primeiro, em efeitos extremamente manipulados, e, por fim, no completo abandono do conhecido, em favor do espaço e do tom, da cor e da textura. Assim, este último estilo visual estava apenas preocupado com questões de composição e com a essência dode sign . Nesse avanço que o levou da preocupação com a observação e do registo do mundo circundante a experimentos com a essência mesma da criação de mensagens visuais elementares, o desenvolvimento da obra de Picasse seguiu por um caminho não necessariamente seqüencial, mas que percorreu etapas diferentes do mesmo processo. O caminho por ele seguido pode ser ainda mais claramente discernível na obra de J. M. W. Turner, que, quando jovem, praticou sua arte quase como se fosse um repórter, usando sua pintura para o detalhamento e a preservação de sua própria época. A abstracção tem sido particularmente associada à pintura e à escultura como a expressão pictórica que caracteriza o século XX. Mas um grande número de formatos visuais são abstractos por sua própria natureza. Uma casa, uma moradia, o abrigo mais simples ou mais complexo não se parecem com nada que exista na natureza.